Saltar para o conteúdo

Fichas de cliente

Ficha de anamnese para estética (modelo grátis)

Equipa NeviAtualizado a
Resposta curtaUma ficha de anamnese estética regista, antes do primeiro tratamento, as perguntas de saúde relevantes (alergias, medicação, gravidez, doenças de pele, diabetes, cirurgias recentes), em formato sim/não e com espaço para detalhes. Como são dados de saúde, precisas do consentimento explícito da cliente (art. 9.º, n.º 2, al. a), do RGPD), assinado e datado. O modelo abaixo é gratuito, imprime-se em A4 e pode ser editado no Word.
Descarregar para Word (.doc)

Ficha de anamnese – [Nome do salão]

[Nome do salão ou da empresa] · NIF [NIF] · [Morada] · [Telefone] · [Email]

1. Identificação da cliente

Nome completo[Nome completo]
Data de nascimento[Data de nascimento]
Telemóvel[Telemóvel]
Email[Email]
Tratamento(s) previsto(s)[Tratamento]
Data da primeira sessão[Data]

2. Questionário de saúde

Responde a todas as perguntas. Se a resposta for "sim", indica os detalhes.

PerguntaSimNãoSe sim, qual / desde quando
Tens alguma alergia (cosméticos, cera, látex, metais, medicamentos, outra)?☐☐[Detalhes]
Tomas atualmente algum medicamento, incluindo cremes ou pomadas de aplicação na pele?☐☐[Detalhes]
Estás grávida ou a amamentar?☐☐[Detalhes]
Tens alguma doença de pele (eczema, psoríase, acne ativa, rosácea, herpes, feridas)?☐☐[Detalhes]
Tens diabetes?☐☐[Detalhes]
Fizeste alguma cirurgia ou tratamento médico ou estético nos últimos [número] meses?☐☐[Detalhes]
Tens problemas de circulação ou varizes?☐☐[Detalhes]
Usas pacemaker, implantes ou próteses metálicas?☐☐[Detalhes]
Estiveste exposta ao sol ou fizeste solário recentemente?☐☐[Detalhes]
Tens outra doença ou condição de saúde que devamos conhecer antes do tratamento?☐☐[Detalhes]

Outras observações:

3. Declaração da cliente

Declaro que as informações acima são verdadeiras e completas e comprometo-me a informar [Nome do salão] de qualquer alteração ao meu estado de saúde antes de cada sessão.

4. Consentimento para o tratamento de dados de saúde (art. 9.º, n.º 2, al. a), do RGPD)

Responsável pelo tratamento: [Nome do salão ou da empresa], NIF [NIF], [Morada], [Email de contacto].

Finalidade: as respostas ao questionário de saúde servem apenas para avaliar se os tratamentos são adequados e seguros para mim. Não são usadas para publicidade nem comunicadas a terceiros, salvo [indicar, se aplicável].

Conservação: [prazo de conservação definido pelo salão]. Findo esse prazo, a ficha é destruída ou anonimizada.

Retirada do consentimento: posso retirar este consentimento a qualquer momento, de forma tão fácil como o dei, através de [email ou presencialmente no salão]. Para qualquer questão sobre os meus dados, posso contactar [Email de contacto]. A autoridade de controlo em Portugal é a CNPD (Comissão Nacional de Proteção de Dados).

Sem estas informações, [Nome do salão] pode não realizar os tratamentos em que sejam necessárias para a minha segurança.

☐ Dou o meu consentimento explícito para que [Nome do salão] trate os dados de saúde indicados nesta ficha, para a finalidade acima descrita.

5. Assinatura e data

Assinatura da cliente
Data[Data]
Profissional responsável[Nome do profissional]
Assinatura do profissional

6. Atualizações da ficha

Em cada sessão, confirmar se houve alterações ao estado de saúde.

DataAlteração indicada pela clienteRubrica da clienteRubrica do profissional
[Data]
[Data]
[Data]
[Data]

Como usar este modelo de ficha de anamnese

  1. Adapta o cabeçalho: nome do salão ou da empresa, NIF, morada e contacto. A cliente tem de saber quem é o responsável pelos dados.
  2. Revê as perguntas em função dos tratamentos que fazes. Uma depilação a cera, uma limpeza de pele e uma massagem levantam questões diferentes: acrescenta as que fazem sentido e corta as que não usas. Para serviços com riscos próprios, junta o consentimento informado desse serviço, por exemplo o consentimento para depilação a laser e IPL.
  3. Define o prazo de conservação antes de imprimir e escreve-o no campo próprio.
  4. Entrega a ficha antes da primeira sessão, deixa a cliente preencher com calma e revê com ela cada resposta "sim" antes de começar.
  5. Atualiza em cada visita: pergunta se algo mudou (nova medicação, gravidez, cirurgia) e anota a alteração na tabela final, com data e rubricas.

Porque precisas de consentimento explícito

As respostas de anamnese (alergias, gravidez, medicação, doenças de pele, diabetes) são "dados relativos à saúde" (art. 4.º, ponto 15, do RGPD), uma categoria especial cujo tratamento é proibido, salvo exceção (art. 9.º, n.º 1). A exceção que um instituto de beleza pode usar é o consentimento explícito da cliente para finalidades específicas (art. 9.º, n.º 2, al. a)). A exceção dos cuidados de saúde (al. h)) pressupõe um profissional sujeito a sigilo, o que uma esteticista não é. Esta é a nossa interpretação, porque a CNPD não publicou orientações específicas para a estética.

Já o nome, o telefone e o email necessários para marcar e prestar o serviço não precisam de consentimento, porque assentam na execução do contrato (art. 6.º, n.º 1, al. b), do RGPD). Por isso o modelo separa a identificação do bloco de saúde. Tens mais detalhe no guia ficha de cliente e RGPD.

O que torna o consentimento válido

  • Tem de ser livre, específico, informado e inequívoco, e dado por um ato positivo claro (art. 4.º, ponto 11, e art. 7.º do RGPD).
  • Nada de caixas já assinaladas: é a cliente que marca a quadrícula e assina.
  • Tens de conseguir provar que o obtiveste (art. 7.º, n.º 1). Guarda a ficha assinada.
  • A cliente pode retirá-lo a qualquer momento, tão facilmente como o deu (art. 7.º, n.º 3). Indica no modelo como o pode fazer.
  • A finalidade é concreta: avaliar se o tratamento é adequado e seguro. Não uses estas respostas para promoções nem para mais nada.

Decide também o que fazes se uma cliente não quiser responder. Em tratamentos onde a informação é essencial, o mais prudente pode ser não avançar. Fotografias e promoções são consentimentos diferentes: em vez de os misturares nesta ficha, usa a autorização de uso de fotografias.

Quanto tempo guardar a ficha

Não encontrámos nenhum prazo legal específico para fichas de estética, por isso deves confirmar. Aplica-se a regra geral: vale o prazo fixado por lei ou regulamento; na falta dele, o necessário para a finalidade. Se os dados servirem para provar o cumprimento do contrato, podem ser guardados enquanto não prescreverem os direitos correspondentes. Quando a finalidade termina, a ficha deve ser destruída ou anonimizada (art. 21.º da Lei n.º 58/2019 e art. 5.º, n.º 1, al. e), do RGPD).

Na prática, escolhe um critério (por exemplo, um certo período depois da última visita), escreve-o na ficha e cumpre-o. Uma vez por ano, revê as fichas de clientes que já não aparecem e destrói as que passaram o prazo. Se forem em papel, usa uma destruidora em vez do lixo comum.

Onde e como guardar

A Diretriz 2023/1 da CNPD fixa medidas organizativas e de segurança para quem trata dados pessoais. Para fichas em papel, começa por um armário fechado à chave, fora da receção, a que só tem acesso quem faz os tratamentos. Em formato digital, cada pessoa da equipa deve ter a sua conta e acesso apenas ao que precisa. Se usas o Nevi, podes passar as respostas para a ficha de cliente de cada pessoa em vez de manteres folhas soltas, guardando o consentimento assinado.

Erros comuns

  • Juntar saúde, fotografias e promoções num único "aceito".
  • Recolher a ficha uma vez e nunca mais perguntar se algo mudou.
  • Deixar fichas em cima do balcão ou em pastas abertas.
  • Perguntar mais do que precisas: cada pergunta deve ajudar-te a decidir sobre o tratamento.
  • Usar a anamnese para fazer diagnósticos. A ficha serve para decidires se avanças ou se encaminhas a cliente para o médico. Os limites estão no guia o que uma esteticista pode fazer.

Antes de usar, adapta ao teu negócio

Este modelo é um ponto de partida, não um parecer jurídico. Adapta as perguntas aos teus serviços, confirma o texto com quem te apoia na proteção de dados e revê-o se a CNPD publicar orientações para o setor. Para informar a cliente sobre os riscos de cada tratamento, vê o guia de consentimento informado em estética.

Perguntas frequentes

É obrigatório ter ficha de anamnese num centro de estética?

Não encontrámos nenhuma norma que a imponha a todos os institutos de beleza, por isso deves confirmar. Mas, se recolhes informação de saúde, precisas do consentimento explícito da cliente (art. 9.º, n.º 2, al. a), do RGPD) e tens de conseguir prová-lo.

Quanto tempo tenho de guardar a ficha de anamnese?

Não há um prazo específico para fichas de estética. Guarda-a pelo tempo necessário à finalidade, ou enquanto não prescreverem os direitos ligados ao contrato, e depois destrói-a ou anonimiza-a (art. 21.º da Lei n.º 58/2019).

A cliente pode retirar o consentimento depois de assinar?

Sim, a qualquer momento e de forma tão fácil como o deu (art. 7.º, n.º 3, do RGPD). A partir daí deixas de usar esses dados e decides se o tratamento pode continuar com segurança.

Preciso de consentimento para guardar o telefone e o email da cliente?

Para marcar e prestar o serviço, não: o fundamento é a execução do contrato (art. 6.º, n.º 1, al. b), do RGPD). Para enviar promoções aplicam-se regras próprias (art. 13.º-A da Lei n.º 41/2004), com um consentimento separado.

Posso guardar a ficha só em formato digital?

Pode ser em papel ou digital, desde que consigas provar o consentimento (art. 7.º, n.º 1, do RGPD) e apliques medidas de segurança, como as da Diretriz 2023/1 da CNPD.

Fontes

Continue a ler